Os preconceitos da sociedade são do mais ilógico possível.
Por exemplo, o problema da infidelidade conjugal.
Epá, um gajo anda com uma gaja, tudo bem. Gosta dela, ela gosta dele, dão-se bem, certo.
Mas depois se um gajo dá uma voltinha por fora há logo merda.
Não percebo. Um gajo não deixou de gostar dela. Tudo bem, podem-me dizer: “Ah, mas se está com uma pessoa não devia envolver-se com outras.”. Mas quem é que se está a envolver? É uma queca, mais nada. É um instinto. Não percebo o porquê de tanto alarido. Então e quando um gajo esgalha o pessegueiro? Se calhar pensam que um gajo está ali a encerar a mangueira e está a ver a sua mulher, com os 23 quilos que engordou desde que se casaram, com a depilação por fazer porque não estamos no verão, com a mania que o sexo tem que ser sempre na posição de missionário porque ela não gosta cá de maluquices, e a coisa não pode demorar muito tempo porque ela tem que se levantar cedo de manhã. Não! Um gajo está é a pensar na maluca do terceiro andar, que é boa como o milho e que no outro dia no elevador até fez um olhar que podia ser encarado como algo mais que mera simpatia. Ou então naquela colega do trabalho, de 26 anos, que está sempre a dar uma ou outra boca para o ar, e que deixa um gajo na dúvida se ela está a brincar ou não. Então assim já não é infidelidade? Se um gajo vai com uma gaja que viu, conhecida na discoteca, por uma noite, que de manhã nem se lembra do que é que está ali a fazer e nunca mais na vida a reconhece, é um porco que traiu a mulher, mas se bate uma canhola a pensar numa maluca que vê todos os dias e que só não lhe salta para cima porque não pode, já não faz mal. Acariciar o bicho é mais infiel do que outras coisas. Às vezes, até quando um gajo está a dar uma na mulher está a pensar noutras, quanto mais. E com elas é a mesma coisa, descansem.
Ou os homens acham que é agradável para uma mulher estar deitada na cama com um bicho peludo, com cerca de 60 quilos a mais do que ela, por cima, a cheirar a suor e que nem fala com ela para não se perceber o bedum a vinho que sai daquela boca, que ao fim de dois minutos se “desmonta” para se virar para o lado, dar um peido e desatar a ressonar passados 17 segundos?
Desde que ele ou ela vão voltando para casa, não há problema. O pior é se já não volta. E não é porque o nosso amor nos deixou. Não, é porque a partir de agora é só um a pagar as contas. No caso do homem, ao princípio fica mais ou menos na boa. Começa a viver sozinho (lá está, sem acento…), é só jogatanas de cartas até às tantas, copos com os amigos e aquela ideia fixa de engatar gajas porque já as pode levar para casa. Mas depois vem a descoberta: “Foda-se, passar as putas das camisas é difícil como o caraças.”. E de manhã, quando chega à cozinha e a loiça está toda em cima da mesa porque na noite anterior estava com tal talega nos cornos que nem se conseguia mexer, quanto mais ir ainda lavar copos?
Elas, é aquela cena da depressão. Mas não é por causa deles. Não, É porque começam a pensar que agora com esta idade já ninguém lhes pega. E ficarem sozinhas nem pensar. As mulheres (a maior parte) têm aquela ideia fixa, pré-concebida, que têm de casar, ter filhos, e viver com o mesmo homem até morrer. É uma cena que elas têm. Eu acho que são programadas assim. Faz parte. É certo que é irritante a forma como elas conseguem sempre viver com menos dinheiro do que os homens. Uma mulher solteira consegue sempre arranjar maneira de sair, divertir-se com as amigas, comprar umas roupitas e pagar as contas. Os homens têm sempre que fazer escolhas. Ou vou hoje beber um copo com o pessoal, ou no sábado. Ou compro uma camisa ou posso ir sair mais duas sextas este mês. Depois se pensam em ter uma empregada doméstica, no caso daqueles com mais guito, o anúncio que metem no jornal é: “Procuro jovem brasileira ou de leste, entre os 20 e os 25 anos, de preferência ex-modelo, para trabalhos domésticos. PS: Dá-se vantagem a quem for livre de espírito e com mente aberta a novas situações…”. Claro, aparecem-lhe dois tipos de mulher: Putas ou gajas sem dentes e carochas.
O pessoal devia aprender a libertar-se mais desses preconceitos. Infidelidade é quando um amigo vai sair com umas amigas e há sempre um porco de merda que se vai chibar à mulher. “Então querido, ontem divertiram-se?” – “Ah, eu nem por isso, estava com saudades tuas, bem mas o Luís…ganda maluco. Encontrou umas gajas e saíram os três da discoteca, nem sei para onde.” – “O Luís da Teresa, a minha colega?!” – “Ya!”. Isto é uma infidelidade. Um cabrão destes devia ser empalado por um cavalo com uma picha feita de lixa!
Agora um gajo dar uma por fora? Vá lá, a malta gosta é da mulher que tem em casa, as outras são para o que se chama o “vazamento”. Eu não vou por a mulher que beija os meus filhos a fazer-me bobós! Eu não vou à nalga da mulher que vi parir dois putos e que só o facto de ainda ter essa imagem na minha cabeça me pode tornar impotente para o resto da vida! A nossa gaja é para fazer amor. As outras são para dar uma queca. Não me interpretem mal. A nossa também já serviu para isso, mas foi antes do ponto de viragem. Aquele ponto em que deixamos de a tratar pelo nome à frente dos nossos amigos e a começamos a tratar por maria ou patroa.
Claro que há sempre a questão de isto ser interpretado do ponto de vista do macho. Para o homem não significa nada, mas se for a mulher a ir curtir com outro a coisa pia de outra maneira. Tudo bem, mas isso é só porque o homem é mais forte e lhe pode dar duas arrochadas se descobrir que ela o anda a enganar. Mas o princípio é o mesmo…
«Eu não vou por a mulher ...»?
O rapaz melhora a olhos vistos.
5, de 1 a 10.
Afixado por: Senhor Doutor em outubro 18, 2003 02:58 AMum caso pratico mais ou menos recente foi o do hugh grant..que resolveu pedir ajuda a uma prostituta pra polir o mastro quando tinha uma gaja boa como o milho ao lado..razao:ela nao alinhava nisso...e o instinto animal foi mais forte..teve foi azar..ou se calhar foi um golpe publicitario...
Afixado por: Tomas Tapilula em outubro 17, 2003 03:37 PM